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Obras e poesia de Rosa Lapinha Rosa Lapinha Pinta e expõe desde 1989 Artista internacional tem representação de suas obras Em Portugal e no estrangeiro Rebatendo tornando a rebater De tanto querer e não ter E agora rebatendo a vontade de já ter e não mais querer Aquilo que o lerdo tempo me deu já extemporâneo Complacentemente contemplo O que não me interessa mais contemplar Nem como bibelot já serve Perto de mim para ti não há mais lugar A célula transmite o movimento e dança A pele se exalta se empola e a música avança As células se juntam em perfeita harmonia E o corpo dança em beleza e magia Dança o coração o estômago e os rins Dança os intestinos o esófago e o pulmão Dança o braço o dedo a unha e a mão Os dentes tilintam e a música trincam Os ouvidos dançam e os tímpanos ondulam E os pensamentos Esses estão ausentes Mas estão os sentidos todos reflectidos Em gestos quadrados de aromas inebriados Quando as trombetas soarem nos céus E o dia em noite se tornar Quando os trovões recuarem de temor Os pássaros na terra vão dançar Com os pirilampos um hino de amor Quando não mais o sol se esconder e a noite em dia se tornar os peixes no céu vão voar e os cavalos a trote estrelas vão ser Quando as marés subirem de tom E as conchas enrolarem-se na espuma do mar Aves marinhas sacodem suas asas E búzios luzidios recolhem a suas casas Quando os gatos tocarem flauta E os beija flor ensaiarem a espargata As constelações se irão se inclinar e todas as galáxias um abraço irão dar O tempo passa e na vidraça Ofusca a graça do pensamento ausente que não passa Se condensando na gota que extravasa pela respiração cadenciada verdadeira Recorta imagens com os dedos trémulos de seus segredos destemidos sem medos. Time goes by and on the windowpane Dull the grace of absent thought that does not pass If condensed in the droplet that passes through the real rhythmic breathing Cut out images with the trembling fingers of your fearless secrets without fears El tiempo pasa y en el cristal Enmascara la gracia del pensamiento ausente que no pasa Condensándose en la gota que se desborda por el verdadero aliento cadencioso Recorta imágenes con los temblorosos dedos de sus intrépidos secretos Adormecem os cisnes sem falar dos outros E as trepadeiras das roseiras Não comentam o trajecto das abelhas Nem as formigas Falam da cor das espigas Em cada lugar O vento passa sem licença Não respeitando a diferença Qual o problema do vento passar Rosa Lapinha em “Poemas esparsos” gano n e o d ento m a r b lu m s e d o an o sn p não e d s o a e i d d a i c a m d i i e Int tim nta n i a l v a e l t s i e s o cr d a i O vé u c n parê s ou s i n a a m r t s Na emo t s i s a a m s o existem es afinal tod ad Intimid uais ig menos oemas “P m e a h ” n s i o p s a r L a esp Rosa Por unanimidade todas as folhas da velha árvore se recusaram a cair Nem vendaval forte vento ciclone ou qualquer outro temporal Nos irão destruir Não vamos nunca cair Estão cerzidos os finos fios que nos vão encobrir Porque a fineza se serve com delicadeza à mesa Seremos firmes ondulando ao sabor de qualquer vento Mas sempre agarradas à força que nos dá alento Árvore das folhas doiradas perene como as miosótis ou a lavanda Quero ser assim uma igual afinal querer é poder Ambicioso trabalho este de não querer Acaricias gestos Chuva de madressilvas Gotas imensas Se adensam na inspiração Que se me arqueia Paralelepípedos Fazem-me continência Levemente sigo-os Doce sonolência Estando sempre aqui neste lugar Não sei quem és Quanto mais me aproximo De mim te afastas Deste-me a tua mão Jeito que me enjeitas Nesse teu jeito De não saber tocar Estendeste-me a tua mão Perpendicular à minha sobre a mesa Te desconheço Rosa Lapinha em “Poemas Um crepúsculo de outono os jasmins azuis soam-nos na memória mas no ar perfumado aparecem belas e aveludadas as rosas In twilight of autumn jasmine blue is in our memory but in the air appear beautiful velvet roses Um dia Nnum determinado momento Por mim não concebido, mas destinado Eu sei Estarei Um dia No cimo da montanha No topo do Evereste nas profundezas do lago Eu vou estar Quando meu corpo Em cinzas ou pó se tornar Voarei Para onde não sei O vento o sol e o sal do mar Comigo vão estar Rosa Lapinha no livro de poesia “Aqui não há princípio nem fim” Desdobramento Eu me parto em duas três ou quatro Eu me parto eu me desdobro eu me reparto Em duas três ou quatro em mais me parto E do parto lembranças de mim mesma eu não retenho Como se nascesse assim já grande arte e engenho Empunho um punhado de letras e canetas De ascetas tudo posso ser nas letras Nelas tudo sou em liberdade Imaginação Atriz de coração Faço o que quero Não quero o que não quis Mas incomodamente fiz Na ardósia preta risco com o giz Sou toda imensidão Do que fui e ainda vou ser Pessoa na forma de mulher Mom entum Ah co i mo E ndiferenc iado u Te a Amor m in E que finito que o s h cente e reflecte á em mim lha d e vid em cada m Jogo a de es i nús c pelho ula Ah es s te de sconh tem fi ecime m nto q E no ue nã horiz o o n verm elhos te o sol se Ah a s entor na nd s a ud a o de assim des d a or i g Num em c frio n resce um g n um elo q interi ue s e m Mas j abate amai m s Ou so me a fa l do m eu m stam de T undo i Criad or rem a m for s n a e tr s s na e ar p n r s o a o en t d n e a s e Qu s m a u ão f s r r i o r r e ar b p o a v em m e e or e asas s arar d d a E as is p u t a v o es s o r Entã ca mais into pill n n r u tu ll s En i s r w e ath me e u f f r e e n th ain in p ill open e h W ng ep sw i h g y t n fl i And your w er stop e v s r a Then ou'll ne Sp " y d m An ms " ae Rosa nh i p a L Poe Abrem-se as gaiolas do entendimento Porque o ar é insuficiente para respirar O dia avança lentamente docemente Devagar soltam-se os segundos os minutos As horas até a noite chegar Um pássaro plana no ar com o olhar fixo no infinito Onde estou E M E D I T O Paz Pequena palavra que exalta à quietude e à meditação Paz Outra coisa não é Que sentir pelo vencedor e vencido Apenas o único sentimento merecido Aquele que não permite jamais Que haja vencido ou vencedor Mas sim Igualdade para todos No amor Rosa Lapinha em “Poemas A palavra perdida Deus fala através de nós Pepitas de ouro Como gotas imensas no oceano que Ele é Eu sou nós somos Todos em Um Nós somos Ele manifestado na sua criação E na fé A fé nos permitindo Que Ele se apresente na gema resplandecente Acredita é uma benesse Este sol maravilhoso Que nos aquece Busca a verdade Burila a joia o diamante Que em ti cresce Que no teu fogo sagrado arde e floresce Se manifesta e aparece Divina visão Celeste Rosa Lapinha em “Poemas esparsos O que foste antigamente Jamais interessa Mas sim tudo o que agora fazes Pelo passado ninguém chora Um coração cheio de dor é o que trazes Agora Vingança ódio e competição Não Pelo mal antigo não se padeça Jamais interessa Apenas que em cada ser O perdão seja o motivo de viver Rosa Lapinha em “Poemas Imperecível querer que quebra as madrugadas Num labirinto de ideias vindas dos sonhos Agora acordados Imperecível querer este que não me deixa adormecer Se move agora para um novo dia irrompendo todo radioso Alteridade da aveludada noite desponta o dia Não te vou esquecer Acalento lembranças do lembrar que entre a noite e o dia vem o acordar Destapo o véu e no meu céu sou toda um sol Agora me reconheço e curvo gentilmente À presença imensa Da senhora que vejo no arco-íris suspensa Espelho o que reflectes Desfigura-se-me o semblante Porque repetes sempre os mesmos erros O sol inunda a Terra de tons alaranjados e vermelhos O arco luminoso desapareceu Tal qual como eu Está estamos Por momentos Prelúdios e a seda escorregou Deslizando pela perna em desvario A música a envolveu e contornou A refrescar correndo como um rio E rodava em espiral dançando Em círculos em espantosos movimentos Envolvendo-nos em nossos pensamentos A música a dança e os movimentos Levitou Seu rosto resplandeceu Sorrio De novo ao chão voltou E bailou rodou Subiu rodopiou No ringue de patinagem Uma estrela brilhou Despretensiosa manhã nasce fria Doce grifo de fazer nascer energia Empunho a candeia que em mim já arde Corre que se faz tarde E neste correr de lanterna querer ser Empurro o amanhecer no sol a nascer Num típico enternecido olhar A vida lateja em todo o lugar Na invisibilidade do espaço que piso Como gato que sabe icónico zelador Do seu dono e senhor Assim eu caminho quase sem destino Mas entrevendo o encontro que ao longe está pronto Flor não é gente discurso incoerente Vaga-lume eu vou ser Quando anoitecer Observo as vozes as flautas e o violino E a música a percorrer-me em desatino Imóvel minhas células lutam por liberdade E giram rodopiam de ansiedade De saltar para fora em criação Ao som dos tambores das pandeiretas Dos violoncelos e das cornetas E eu estática contemplo satisfeita O fogo os desenhos e o gelo Que a multidão constrói como um novelo Uma bola de neve de fogo sei lá Que gira roda tritura onde quer que vá Como o mundo eu também o sou Sustentando dentro de mim este universo onde estou Que faz saltar o sangue como esteiros Pelos dedos braços ombros e joelhos Que traz neste corpo o oceano E um bater de relógio por engano Até que um dia se funda no pulsar Cantam todos os seres no universo Toadas de melopeias mui formosas Esperam as letras neste simples verso ` Unirem-se umas às outras amorosas E dançam enlaçando-se ternurentas Chegam-se umas às outras pelo sentimento Elas também têm alma de poetas Elas se curvam a este amor envolvente E a chuva que teima em recolher-se Mas que faz falta para o pó aplacar Desperta em mim doce sonolência Produz raros efeitos no divagar Se curvam as plantas pipilam as aves Vem de muito longe perfumada Não precisas de me dizer quem sou Eu sei que sou que fui Mas também sei Que folha arrastada pelo vento jamais serei Não tenhas medo Não me espantarei Com aquilo que não és Que não foste E nunca serás Gostas de recordar andar para trás Também não queres que eu seja Deixa-me fazer uma pausa Levar â boca uma cereja Quem és tu O sono aproxima-se minha boca boceja Alguém que não mais se deseja ho I w e m l l e e to t v a h t o n You do am. m. I know I a nd I k no w i o w s l e a h I t t y Bu ed b g g a r d f a What a le r be will neve afraid e b t o n Do rised p r u s e b I will not e not r a u o y t With wha re not e w u o y That er be v e n l l i w king l a u o w y r d e n b A m em e r o t e k i Do you l s? e backward not want me to b do You also break a e k a t outh m e h Let me t o t herry c a g n i r To b wn s u a o y y h e t r u a o Who my m s e h c a o pr ants w r e g Sleep ap n o l do n ´ t I e n o e om 0 O teu retrato coloquei-o Na moldura da minha imaginação No assento em frente Um casal se beija apaixonado Lá fora um canavial e salinas brancas Campos de arroz e giestas amarelas Tantas Maio de festas Segues solitária nos interstícios das arestas Como gota que se escapa Deslizas pelas frestas Oliveiras de folhas miúdas Coisas bicudas Risos trocados desenhos engastados Onde estás meu desapaixonado Aqui no bolso da memória Ficas na história Colos so Lareir s montan h as a a bismo Gigan s e fossos s te As nu s anjos m vens u doces lheres e m Rosa do a oç os Em ta urado e a lgodão zu rd Não s e de verã l o e Passa agita o bu m le gente silencios -bule as iro nizan Seres do a divina incan desce is sob um s ol nte Falam p Sublim ara quem o Tão d e vislumbr s entende oce m e o me n Algod to ão do c Na ga e rgant a do t e mp o Rosa Lapin ha e m “Pe Põe a fantasia e vai passear Não uso fantasia toda sou VERDADE Sou veracidade Eu empunho a lisura vida é demais dura Concomitantemente sentir sua doçura Ir à praia e voltar Conquilhas no lume belo odor no ar Ver a Terra a rodar Suspensa no tempo estou no mesmo lugar Como o sol a brilhar vendo a Terra a rodar Como ele quero estar Pio pio pio pia pia pia a mente não cessa Detesta claustrofobia quer sempre estar cheia e nunca vazia Os dedos tocam-se de devagarinho Unem-se agora duas mentes despertas Os olhos cruzam-se com carinho E os corpos estremecem de tantas festas Suas almas se agitam à nova vida Que cresce sob os raios de um sol radioso Seus lábios se unem de mansinho E a natureza aplaude par tão formoso te oceano s e d o ã id s Na imen e sereno o lm a c o ã t De ondas ltei-me o s e m ie u Jog que sou o ã id t s a v E senti a im Longe de m ei a ver u q fi a d a c e Esp a maravilhad onde vou a r a p o h in O cam que eu a d a s n a c em A personag sou rochas e s a r d e p Mas tantas ilhada Que encruz labirintos e u q s o c e Que b amintos f s o h ic b e Qu tada n o r d e m a o an t Recuo um t lida e e p im i u f e t Para a fren empurrada ilusões o ã s s a m e Não t meus s o a r a p o d Disse falan nada botões is o p e d e s ixõe Simples pa em Intimidades no deslumbramento do engano O véu se levanta e cai o pano Na transparência do cristal intimidades não existem mais Intimidades afinal todos as temos mais ou menos iguais Intimacies in the dazzle of deceit The veil rises and the cloth falls In the transparency of the crystal intimacies no longer exist Intimacies after all we all have more or less the same Intimidades en el deslumbramiento del engaño El velo se levanta y la tela cae En la transparencia de los cristales las intimidades ya no existen As memórias que carrego não são penas mas apenas muitas mas muitas mesmo coisas grandes e pequenas The memories I carry are not feathers but just many but many even things big and small Los recuerdos que llevo no son plumas, sino muchas, muchas cosas grandes y pequeñas Rosa Lapinha em “Poemas s bocadinho e d o it lindos fe is é u o z d a n e u s m e O lhos verd e m r e v s lo Amare s desfeitas a is o c e s feita perfeitas im s a r t u De coisas o erfeitas e p s a d a b a fugazes s o Inac r t u o e longos s rapazes o s o b r Momentos a g e dazes raparigas u s a n o e it v u jo m e D os outros id ím t pazes o a c it u o ã s e u Uns m q mundo do o a o d in s lilases o r t Exib u o e s o os pret ísticos e m De mosaic is e v á t o dos n O mundo é s am aos g e h anacoreta c e a isam a lu Dos que p hando na il r cometas b s la e r t as es Muitas são ilusão e d e escuridão s o h n o do de so ia confusã g r e Neste mun n e s a e entranh as de alma O lítio nas s u a c s a raçam Os que ab truição s e d a paixão d a t o o plane pelentes e r s o Defendend d e s impático erentes if d s e t n Feito dos s e raças de g s a s pobres n e e s im o ic r De e d e doentes s o c a r f usteiros e e b D m e s e t r s e fo De valente legres de a s nobres o t s o r e ambém d O universo te largou Neste mundo de permeio Como água em balde de alcatruz Que roda à roda sem freio No oceano és a gota Diferente e às outras iguais Embora teimes em estar solta Segues o caminho das demais El universo te dejo En este mundo de penetración Como agua en un balde de grupa Rueda giratoria sin freno En el océano eres la gota Diferente e igual Aunque eres terco para ser flojo Sigues el camino de los demás Rosa Lapinha in “Poemas esparsos” Obras e poesia: Rosa Lapinha ([email protected]) pilação: Eduardo Gutiérrez y Ca ([email protected]) Adaptando: Steve Rumpler ([email protected]) Música: Govi - New Dawn


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